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Supermercados e as boas experiências com aprendizes

outubro 03, 2019

Entrevista com o ex aprendiz da Checkout Midley Ferreira Nunes

 

Midley Ferreira Nunes, é ex-aprendiz da Checkout efetivado na Chocolândia. Ele nos recebeu na loja Chocolândia Santo André, onde trabalha como encarregado de perecíveis. Midley entrou para o ramo de supermercados com 16 anos e hoje, com apenas 19, retrata sua carreira, seus sonhos e os motivos pelo qual, segundo ele, alcançou tanta visibilidade em tão pouco tempo.

Confira nossa conversa:

Checkout RH: Como foi sua trajetória até agora, dentro da Chocolândia?

Midley F Nunes: Comecei como jovem aprendiz com 16 anos. Meus primeiros dias na loja foram para organizar carrinhos, cestas e até aí eu pensava: Ah, se isso é trabalhar em supermercado, então é fácil demais. Quando terminei, meu chefe se espantou por eu já ter pego todos os carrinhos – eram 150, e para me ocupar, ele me mandou para o setor de devolução.  Minha primeira loja foi a matriz que fica no Ipiranga e foi onde tive meu maior desenvolvimento. Lá eu pude crescer bastante graças à minha mentora, que hoje é gerente na Chocolândia e também a minha líder, Tânia – com quem eu trabalho hoje como encarregado de perecíveis – que me deu esse grande desafio e confiou em mim.  Lembro que no meu quinto dia na loja, passei pelos perecíveis e imaginei que podia trabalhar ali, então me deram a oportunidade pois queriam um aprendiz nos perecíveis. Depois de seis meses como aprendiz – e até hoje – ninguém consegue me cobrir em questão de garantir os insumos da loja – que é conferir se as etiquetas de preço estão corretas, as notas fiscais, além de garantir que tenha produto nas lojas da rede. E faço isso além de ser encarregado nessa loja aqui de Santo André. Graças a essa determinação, consegui marcar minha história na Chocolândia.

CRH: Como se preparou como profissional para enfrentar os obstáculos nessa carreira?

Midley: Olha, fui buscar conhecimento. O professor passava lição, mas não era suficiente pois para ele chegar naquele entendimento, ele teve de ter um preparo para aquilo e eu queria ir atrás disso, então comecei a ler livros sobre supermercado, entender a posição desde o diretor até o faxineiro – buscando sempre saber o que vai fazer o cliente voltar, que é um ambiente limpo, as prateleiras organizadas. Aprendi a respeitar cada função na loja. O Rogério (gerente na Chocolândia do Ipiranga) até hoje eu ligo para ele. Costumo chamar ele pai, pois os meus moram na Bahia e lá na loja, como falei, os insumos é uma área delicada para colocar jovem aprendiz pois requer todo um cuidado, e o Rogerio confiou em mim e me permitiu trabalhar lá. Dos 4 meses que fiquei nos insumos, foi onde o diretor perguntou quem cuidava dos insumos, e ele não acreditou que era um jovem aprendiz. Aí foi quando eu fui chamado para a primeira reunião dos encarregados – um lugar que nenhum funcionário comum podia participar, eu ia sempre e ficava por dentro. Então comecei como jovem aprendiz com 16 anos e lá no Ibrasa (organização de aprendizagem específica para supermercados e maior parceira da Checkout RH) minhas notas eram sempre máximas. Na loja só pode ser contratado com 18 anos, mas como mostrei que não estava brincando e que realmente levava tudo a sério, fazendo até mais que o necessário, acabei sendo contratado com 17 anos.

 “O diretor perguntou quem estava ajudando lá nos       insumos – e ele não acreditou que era um jovem   aprendiz.”

 

CRH: Qual ou quais são seus objetivos nessa profissão?

Midley: Hoje estou como encarregado geral, mas as vezes quando a Chocolândia precisa, ocupo cargos mais importantes de maneira provisória. Mas o meu objetivo geral é ir além da parte comercial – talvez vindo a ser um diretor, mas sim, seguindo todas as orientações, acatando tudo que forem me passando de bom. Minha motivação é me tornar um diretor, até um dia, quem sabe ter meu próprio negócio na área de supermercado – mas para isso eu preciso antes me tornar um grande profissional que é o meu foco nesse momento da minha carreira. Mas minha história aqui na Chocolândia não está nem perto de acabar, como conversamos sempre em reuniões, mirando sempre outros patamares que a rede pode chegar, e até para mim, pensando que um jovem de 17 anos vir a ser um encarregado numa loja com funcionários de 40/50 anos, não era fácil e eu não podia desanimar, então adotei o método de não mandar, mas auxiliar os funcionários, ouvir suas sugestões, entender o outro lado, e é por isso que me considero um líder e não um chefe.

CRH: Que peso o curso de aprendizagem e a gestão da Checkout teve para você?

Midley: Olha, foi um curso que abriu muito a minha mente, me fez expandir muito. Em cada aula a gente tinha palestras e também aulas de apresentação como se tivéssemos de lidar com clientes na loja. A minha maior curiosidade de um dia virar encarregado foi porque uma vez a gente fez uma apresentação, e teve um menino que fez o papel de cliente e eu fiquei como gerente, cara, e ele chegou lá e fez o maior ‘bafafá’, não queria levar o produto e eu tive que me virar nos 30 para resolver aquela situação. Fui atrás do código do consumidor, mesmo que já estava tudo ensaiado, né, mas isso foi o que mais causou curiosidade na gente, porque a Checkout prepara com um curso completo. Eu falo para os jovens daqui da loja que a Checkout prepara você do piso ao topo, pois dão um alicerce completo. Até as apostilas e livros do curso eu leio até hoje porque tem tudo ali que eu preciso saber. Eu o trato como um bem precioso, então eu só tenho a agradecer a Checkout e principalmente aos professores.

CRH: Como percebe a diferença dessa formação no seu cotidiano dentro do supermercado e quais diferenciais percebe entre você e alguém que não tenha tido a mesma formação?

Midley: Olha, eu vejo que as pessoas levam um susto porque a gente que vai para Checkout e depois quando vem para loja, a gente leva um susto no começo por causa dos clientes, mas logo passa porque no curso a gente aprendia como fazer acontecer o negócio e já vem instruído. Se aquela mercadoria tá ali, já sabemos como manipular ela, como trabalhar e especificar aquele produto e por fim vender para o cliente. E quem não tem esse esclarecimento, não sabe, chega simplesmente aqui e não sabe nem como abastecer. Por mais que os produtos estejam em falta a gente sabe abastecer, e essa é a principal característica da gente que vem da Checkout, em relação as pessoas que não fizeram o curso ou vieram de outro lugar, elas acabam tendo de me pedir explicações porque não sabem fazer, mas agora se me pedem para fazer mais serviços, eu consigo porque já tenho uma base formada – na teoria e na prática. 

Para as pessoas que vêm de fora são três meses de experiência e muitos nem conseguem atingir esses três meses. Dos que vem da Checkout, te garanto que 99% conseguem atingir até com certa facilidade.

 “Eu falo para os jovens daqui da loja que a Checkout   prepara você do piso ao topo, pois dão um alicerce   completo.

 

CRH: Nesse tempo de Chocolândia, o que tem a dizer sobre a rede e sobre a loja em que trabalha, especificamente?

Midley: Cara, além da Checkout ter aberto essa porta para mim e a Chocolândia ter me acolhido com apenas 16 anos e agora que estou com 19, nesses quase três anos circulando entre as lojas da rede – desde a sede no Ipiranga até loja no Tatuapé, que as vezes eu vou para cobrir um outro funcionário, geralmente na área de perecíveis que é a minha especialidade – vejo como uma empresa que te dá muitas oportunidades. Se você souber demonstrar que você quer algo para vida, se você quer se profissionalizar, ela te dá oportunidade de verdade, porque em outro lugar, na minha idade, eu provavelmente não teria essa oportunidade que estou tendo. Quando entrei éramos 7 lojas. Hoje somos 11. Então eu vi esse processo dela crescer, sendo que é uma empresa que enxerga o potencial de cada funcionário e procura investir no melhor de cada um. Além de diversificar sua função porque, você quer continuar na mesma função para sempre? Eu não gostaria. Eu sou curioso e quero experimentar um pouco de cada área e aqui isso é possível. Ás vezes um estagiário vem me perguntar como consegui me tornar encarregado aos 17 e eu falo para ele que siga bem as regras, não chegue atrasado, se o encarregado pedir para fazer um serviço, que faça até mais e assim você fica sempre sendo notado.

CRH: Quando percebeu que trabalhar em supermercado era o que você queria fazer?

Midley: Olha, eu terminei o ensino médio com 16 anos e com 17 eu comecei a faculdade de direito. Até aí eu tinha dúvida porque logo comecei a trabalhar em supermercado e já gostando, e estava fazendo faculdade com bolsa e tudo, mas acabei fazendo direito por um ano e meio apenas pois percebi que não era minha área. Foi quando eu vim para essa loja aqui (em Santo André) e então fui criando mais amor ainda pela área de supermercado, de lidar com cliente, com mercadoria, então tomei a decisão de trancar a faculdade de direito e me especializar na área de supermercado. Vou começar em breve um curso de marketing e por aí vou melhorando minha capacidade. Tem gente que não gosta de trabalhar nessa área e eu já acho divertido trabalhar com isso. Não reclamo de acordar cedo para vir para loja e só agradeço por mais um dia de vida, então é o trabalho que eu tenho e eu estou sempre trabalhando sorrindo, brincando com os funcionários que dizem as vezes que nem pareço ser encarregado, mas enfim, todo mundo trabalha direito, brincamos dentro do limite e a eficiência é nível: vou pedir para fazerem uma coisa e já fizeram, pois sabem como funciona todo o processo do trabalho. E esse diferencial que encontrei aqui na Chocolândia foi um dos fatores que me aproximou mais do setor. Do modo como fui preparado profissionalmente fez com que me tornasse a pessoa que sou hoje e gostar cada vez mais de trabalhar em supermercado.

CRH: Você foi aprendiz antes de ser efetivado e chegar onde chegou. Que relevância você enxerga, pensando no supermercadista, em contratar o serviço de aprendizes e/ou estagiários?

Midley: De verdade, uma grande importância, sabe por quê? Eu tiro por mim e pelos jovens que hoje estão contratados na Chocolândia e que vieram da Checkout, porque assim, o jovem, ele já vem praticamente treinado, cara, e já tira aquele impacto que você tem com o funcionário. Até então, que é bom ensinar, é bom ensinar, mas quando vem com pelo menos 50% encaminhado é melhor ainda, porque ele já vem sabendo o que ele vai fazer e qual a diferença que ele tem que fazer na empresa. Muitas vezes quem nunca trabalhou em supermercado e não sabe de nada, vêm e ficam completamente perdidos, fazendo com que o supermercado ainda tenha o trabalho de preparar o funcionário, deixando-o trabalhar faltando um mês ali para ele atingir o esperado, então isso acaba frustrando muito a pessoa. Mas quando você já tem um treinamento, já vem preparado para o que der e vier e não tem aquela raiva de dizer que nunca mais irá trabalhar com isso, caso não dê certo logo de primeira – porque muitas vezes quem vem sem saber e acaba se frustrando, sai traumatizado.

CRH: Então por que você acha que os supermercadistas, em geral, não aderem com mais frequência esse serviço?

Midley: Porque alguns estagiários vêm pensando que é o país das maravilhas e não está preparado para a realidade. E o que acontece: por causa de um, que os outros chamam de filhinho de papai – e o gerente já fica chateado porque está dando uma oportunidade para o jovem na loja, explica, mas é aquele 1% que não quer fazer nada. E toda loja acaba pegando um pouco desse 1% que acaba prejudicando a imagem dos outros 99%.

CRH: Hoje seria mais vantajoso contar com esse serviço?

Midley: Eu considero vantajoso porque facilita muito o nosso trabalho. Muito mesmo, pois eles já vêm para minimizar os erros, os riscos que o supermercado corre, do jeito de trabalhar com o cliente, porque você tem que fazer tudo bem correto e o serviço deles é montado sobre isso. Se as empresas trabalhassem com mais aprendizes/ estagiários, os erros críticos na loja teriam uma faixa de 10% e não de 40%.

Quando eu entrei como jovem aprendiz, tive aquele impacto dos funcionários que já estavam na empresa, ainda mais por ser um aprendiz e chegar onde cheguei. E assim, as empresas ficam meio receosas porque quando um jovem aprendiz é contratado, são seis horas de trabalho e não pode pegar peso – é aonde tudo começa. Assim, é menor de idade, o risco é maior, então, tem que ser mais prudente e é por aí que fica mais difícil. Mas o que não percebem é que ao optar por contratar uma pessoa maior de idade e que pode fazer qualquer serviço sem critérios, estão na realidade abrindo mão de funcionários que já vêm praticamente formados, que já vêm com uma base que pode ser moldada pela cultura da empresa. O supermercadista costuma pensar que está perdendo horário, quando na verdade ele está ganhando, porque se eu penso em contratar 10 aprendizes para trabalhar por 6 horas, ou contrato 5 funcionários CLT para trabalhar por 10 horas, você pode ter certeza que esses cinco darão conta do que esses 10 fariam. Os 10 que viriam, você teria que preparar, mas os estagiários já vêm prontos, o que faz o serviço render com menos tempo de contratado.

CRH: Pensando no jovem aprendiz que você foi, antes de crescer nessa carreira: acredita que outros jovens, tendo a mesma formação que você, podem ter mais facilidade em crescer na profissão?

Midley: Olha, pensando na Checkout, eu vejo que a empresa tem evoluído muito na qualidade do seu curso. Porque como eu falei, se eu contratasse 10 CLTs, eu teria de prepará-los – coisa que a Checkout já vai ter feito para mim. Já teve um treinamento. Então eu só vou instruir eles como realmente funciona o supermercado. E isso facilita muito para eles crescerem. Não estou querendo falar de mim especificamente, mas a formação que recebi, as instruções, e fazendo sempre além do que o encarregado pede – e quando digo isso, não é trabalhar até se matar, mas deixar ali sua marca registrada, fazer um serviço bem feito. Não é preciso exibir, mostrar que o seu serviço está sendo melhor que de outra pessoa, porque uma hora vai ser notado e com certeza vão querer efetivar. E foi isso que eu tive, basicamente.

 “Grandes funções hoje em dia estão   na mão de ex-estagiários e ex-   aprendizes por causa   da Checkout.”

 

CRH: Olhando o passado e refletindo o presente: qual a sua opinião, o que tem a dizer sobre a empresa Checkout RH?

Midley: Não tenho nem o que dizer direito. Recebi uma boa formação – e a Checkout, da minha turma, formou excelentes funcionários que como eu estão atuando em vários cargos de vários supermercados por aí, como o Pedro que está na área da logística desde quando ele ainda era aprendiz, assim como a Carol que atua no RH. Grandes funções hoje em dia estão na mão de ex-estagiários e jovens aprendizes por causa da Checkout.

Se no meu tempo eu já elogiava (a Checkout) imagina agora. Eu passo lá em frente e pergunto para os meus jovens aprendizes como funciona o curso atualmente, quem são os professores, porque assim, eu gosto de conhecer cada funcionário que eu tenho e poder trabalhar de cada forma, vendo no que ele é melhor e no que ele não tem a mesma capacidade. E assim, comparando o passado com o que ela faz hoje, a Checkout melhorou muito em questão de desenvolvimento, porque vendo os jovens daqui da loja e eu pergunto para eles algumas coisas, eles dão uma ‘surra’ em mim, de verdade, por conta da capacidade que estão tendo hoje – porque se pegar eu de 2016 com os jovens que estão lá hoje, dá para perceber que só tem melhorado o aprendizado e a qualidade do serviço.

Lembro do Vinícius, quando chegou aqui na loja e fui colocar ele para arrumar os salgadinhos. Ele só me perguntou qual era o layout e eu só mostrei uma foto, cara, e ele dava conta sozinho. O Vinícius nunca trabalhou em supermercado, então onde que ele aprendeu isso? Na Checkout. Mostrei a foto duas vezes para ele e no final, ele só me mostrou o resultado – que além de ter ficado muito bom, só comprova que a qualidade do serviço da Checkout torna fácil essa profissão.

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