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O que esperar para o setor com o São João

junho 24, 2019

Economistas opinam sobre a alta nos preços e dão dicas para amenizar os gastos

 

Dentre as datas comemorativas no calendário, uma que chama atenção do setor supermercadista é a que ocorre entre junho e julho. A festa junina. Para interioranos de algumas regiões do Brasil, ainda existe o hábito de hastear a bandeira ao som de forró na casa do próximo a sediar o São João. Misturadas a dança, chapéus de palha e vestimentas caipiras estão as comidas típicas – que não fazem distinção de lugar, afinal, todo mundo gosta de ao menos um dos pratos servidos nessa ocasião.

Entre a bagatela da lista de compras a se fazer no supermercado, estão inclusos os itens: milho, arroz, coco, maçã, amendoim, açúcar, pimentas, derivados de carne, leite, doce de leite, vinho, aguardente, limão e laranja. Desses ingredientes surgirão a canjica, o chá de amendoim, o quentão e principalmente um movimento comum nos índices positivos do setor. O economista da APAS, Thiago Berka analisa que se levada em consideração as vendas gerais em comparação com a média mensal anual, a performance do setor chega a ser de 35% a 50%, nos meses em que se comemora o São João.

Em 2018 o setor paulista registrou alta de 3,5% nas vendas. E apesar do clima costumeiro de positivismo para o supermercadista nos meses de junho e julho, Thiago Berka acredita que haverá pouco crescimento esse ano devido a fatores políticos que alternam o preço dos produtos. “[o setor não deverá crescer tanto] por conta do impasse com a reforma da previdência. E com a alta do dólar, os produtos devem ficar mais caros” argumenta.

Segundo pesquisa da FGV, o preço dos ingredientes utilizados para preparar as comidas típicas de festa juninas tiveram uma alta de 9,15% neste ano. Uma alta acima da inflação medida pelo IPC-10, que ficou em 5,06% em 12 meses. Mesmo assim o presidente do Sicomércio de Barra Mansa (Sindicato do Comércio Varejista), Hugo Tavares, acredita que o setor crescerá entre 5% e 7%. Por mais que tenha ocorrido alta nos preços, Hugo argumenta que “as comidas típicas caíram no gosto da população, assim como as roupas tradicionais e elas têm valor acessível para todas as classes que queiram participar dessas festas, seja nas escolas, nas igrejas ou entre amigos.”

Acreditando no tom positivo para vendas nessa época do ano, o CEO e fundador da Dotstore e Boigy, Felipe Martins aposta que essa é a hora perfeita para lançar plataformas customizadas em E-commerce, a fim de passar credibilidade e fidelizar clientes que se identifiquem. Mas para essa estratégia funcionar é preciso que o supermercado demande um serviço impecável e profissional. “O período de festas juninas pode esquentar as vendas de uma loja virtual, mas é preciso ter criatividade para inovar.  Uma plataforma de e-commerce profissional precisa contar com ferramentas de última geração que permitem a personalização da maneira como o cliente desejar” comenta o CEO.

A alta nos preços que tem haver diretamente com o contínuo adiamento de pautas bombas do governo, mas também se leva em conta a própria natureza. As variações nas safras não tem garantido insumos suficientes para angariar confiança no setor.  O milho que é parte da alimentação de gado no setor agropecuário, encareceu em 7,90% – o que de quebra encarece também a carne bovina. Assim também se dá com o leite – ingrediente primário de vários pratos típicos do São João – que encareceu em 4,44% – fazendo com que caso alguém queira comer canjica, por exemplo, tenha de lidar com a alta nos preços em 14,91% (creme de leite) e 8,71% (leite condensado).  O coordenador do IPC (Ibre-FGV), André Braz não vê outro motivo de produtos que costumam sair muito nessa época do ano, encarecerem dessa forma se não a safra. “Essas taxas dependem de condições de safra que, nos últimos meses, não foram muito favoráveis, o que acabou possibilitando essa variação em 12 meses” pontua.

Dançar em roda de quadrilha, acender uma fogueira e degustar as comidas típicas de um bom São João é uma das manifestações mais tradicionais do brasileiro. Época de se ajuntar a família em comemorações devotas a São João, Santo Antônio e São Pedro não devem passar batido por conta dos preços. Mas para aliviar os gastos é possível pensar em estratégias como dividir os produtos na cesta entre os amigos – algo comum na rotina solidária do brasileiro. André Braz ao menos palpita que “se cada um levar um pouquinho, não vai pesar para ninguém e a festa vai ficar bonita. Já se ficar por conta de uma pessoa só, não vai ter orçamento para a festa, não”.

Com condições para consumo exacerbado ou enxuto, é certo que a gente – da classe A à E, da zona nobre às periferias – sempre consegue dar um jeitinho brasileiro para não ver o São João passar sem fazer a própria fogueira.

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