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O estigma da juventude

junho 11, 2019

Jovens têm menos chance de contratação e mais de serem demitidos

 

 

Entre 18 e 24 anos, a chance de ser contratado no mercado de trabalho é menor do que qualquer outra faixa etária. E, se galgar uma vaga, a chance de demissão em épocas de cortes são maiores, novamente, que qualquer outro quadro. Assim vem sendo a vida do jovem brasileiro – que na luta pela sobrevivência, acaba por ser a carne mais fraca.

Ao menos é o que aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que no trimestre entre novembro de 2018 e janeiro de 2019, a taxa de crescimento da ocupação (trabalho formal ou informal) foi de 0,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, não houve crescimento e sim, retração de 1,3%. 

“A probabilidade de o jovem estando desempregado conseguir emprego é menor do que os outros trabalhadores. E uma vez empregado, a probabilidade de ele ser demitido é muito maior do que a dos outros trabalhadores. É uma conjuntura muito ruim para os jovens”, analisa a diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras. Que Justifica: “Quando a economia está em crise, e uma empresa vai dispensar trabalhadores, [o empresário] acaba por afastar aqueles que julga que a saída irá impactar menos na produtividade”. Além disso, “sempre pesa o fato de que os mais jovens não são chefes de família”.

 

Não somente no competitivo setor privado, mas no trabalho informal e no trabalho por conta própria, os jovens desempregados têm mais dificuldades de ingresso. O que pesa a juventude, sobretudo as mais marginalizadas, o desânimo em buscar emprego, se auto afirmando como dependentes, ocupando o contingente grupo de “desalentados”. Em janeiro, a taxa de pessoas desalentadas (todas as idades) teve alta de 6,7% na comparação com o ano anterior.

 

Conforme descrito na seção de mercado de trabalho, os dados da PNADc mostram que a crise econômica impactou mais fortemente os trabalhadores mais jovens. Se por um lado, a pouca experiência acaba sendo o principal fator explicativo da sua demissão, por outro, em um cenário de grande contingente de mão de obra disponível, as vagas que são criadas acabam sendo preenchidas, inicialmente, por trabalhadores que conseguem aliar escolaridade e experiência, o que coloca o jovem em segundo plano.

No entanto, o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Conjuntura da Diretoria de Macroeconomia do IPEA trata de uma análise do momento atual da economia brasileira e seus desdobramentos no curto prazo.

 

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