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MENOS DE 20% DA POPULAÇÃO POUPA RECURSOS NO MÊS

abril 29, 2019

Em janeiro,  19% da população nacional conseguiu guardar algum dinheiro

 

75% da população brasileira encerrou o mês de janeiro sem fazer qualquer tipo de reserva financeira, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A dificuldade em poupar é ainda maior entre os brasileiros de menor renda. Nas classes C, D e E, apenas 15% conseguiram guardar ao menos parte de seus salários em janeiro, percentual que chegou a 32% entre os consumidores das classes A e B.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo em janeiro, 39% disseram ter uma renda muito baixa, o que torna inviável ter sobras no fim de cada mês. Levando em conta os gastos do cotidiano que costuma ser bem regulado para essa parcela da população, o que sobra do dinheiro, geralmente, acaba por ser utilizado em alguma dívida. É o caso de Joaquim dos Santos, 53, um ambulante que vende sapatos. Ele conta que sempre no começo do mês, estima-se que possa sobrar um pouco do ganho conquistado, mas que nessa conta, e na sua renda, acaba sempre por esquecer de uma outra coisa que precisa pagar. “Sempre me esqueço, ao ver que sobrou algum dinheiro. Sempre esqueço que na realidade preciso usar o que sobra para pagar alguma dívida feita no passado, então, nem conto mais em ter esperanças que sobre. Na realidade só falta”, conta Joaquim.  

Outros 21% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro (geralmente gastos com saúde, alimentação, transporte ou reparos de bens). Encima desse montante ainda se encontram 17% da população que disseram não possuir fonte de renda. Há ainda 16% de consumidores que admitiram perder o controle dos gastos, e 10% que culpam a falta de disciplina para manter o hábito de guardar dinheiro.

Outro dado revela que mesmo entre aqueles que guardam dinheiro com frequência (35%), na maior parte dos casos, a reserva não é fruto de um planejamento. Em cada dez poupadores, seis (60%) apenas guardam o que sobra do mês, ao passo que 40% sempre estipulam um valor a ser poupado.

 

Reserva de emergência

Proteger-se contra imprevistos foi o principal objetivo dos que conseguiram guardar parte da renda no mês de janeiro. Mais da metade (51%) reservou um percentual de seus rendimentos para lidar com reparos em casa, do carro, eventual doença ou possibilidade de morte de alguém da família. Em seguida aparece a preocupação em garantir um futuro melhor para os familiares (42%). Apenas 15% pouparam pensando na aposentadoria e outros 15% citam a intenção de juntar dinheiro para abrir um negócio.

Entre as aspirações de consumo, as mais citadas entre os poupadores são a conquista da casa própria (15%) e a aquisição de um automóvel ou carro (10%). Outro dado é que metade (51%) dos brasileiros que possuem reserva financeira teve de sacar parte de seus recursos guardados já no primeiro mês do ano. O destino dessa quantia foi, principalmente, para cobrir despesas com imprevistos, como doença e desemprego (14%). Há ainda 13% de pessoas que tiveram de usar esse dinheiro para pagar contas e 12% que saldaram dívidas atrasadas com o recurso.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, é preciso superar a ideia de que uma reserva financeira deve ser feita a partir do que sobra do orçamento. “O ideal é definir um valor que possa ser guardado de forma fixa, como um compromisso a ser cumprido, mesmo que seja um valor baixo. Se o consumidor deixa para guardar apenas o que sobra após pagar todas as contas, ele pode ceder às compras por impulso. Uma boa solução para ajudar na disciplina é programar no banco uma transferência automática”, orienta a economista.

 

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