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Para empresários, páscoa deverá ser estável

abril 02, 2019

Pesquisa da convenção Abras aponta para cenário parecido com 2018

 

 

Uma das mais tradicionais datas, a páscoa, não deverá ter muita surpresa em 2019. Ao menos é o que aponta a pesquisa de convenção realizada pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Os motivos: demora na articulação política para desenvolver o ímpeto econômico do país, inflação, em média, com alta de 13,02% e um público consumidor tímido, ainda receoso e acanhado devido as crises dos últimos anos.

Todavia, a pesquisa que ouviu supermercadistas do Brasil inteiro, com maior ênfase nas regiões sudeste: 45,6% e sul: 32,1%, aponta que, para 22,02% dos entrevistados, as vendas serão superiores em 2019. São estes que acreditam no menor dos ovos de páscoa, os de 150g, que deverá ter 1,3% de crescimento em volume nos supermercados.

Na outra margem, 17,3% acreditam que este ano as vendas serão inferiores. Apesar da páscoa reunir as famílias envolta de um banquete em alusão – as mais singelas possíveis – de uma data preciosa ao cristianismo, nem todos veem com bons olhos o desempenho do consumo, frente à produtos frescos no supermercado. A aposta é quase que precisa de um desempenho muito semelhante ao que foi abril do ano passado, sendo que o volume de produtos deverá subir 0,4%.

A grande parcela é esta que está encima do muro, dos que se dizem otimistas – mas com cautela. 60,5% esperam desempenho semelhante à 2018. Na melhor das hipóteses, se aposta que na data mais relevante para o setor após o natal, produtos como cerveja e peixes em geral, devam movimentar positivamente os ganhos, sendo que o volume de produtos em supermercado deve crescer 5,8% e 5,6% respectivamente.

Peixes frescos, tradição do almoço de páscoa, é aposta do setor

Os tradicionais ovos de páscoa é o desapontamento no mercado. O produto deve diminuir em 0,6% o volume nas lojas. Em contrapartida, bombons em geral (3,9%), caixa de bombons 400g (3,7%) e chocolates em tabletes (3,4%) devem ser a aposta de que não faltará o doce derivado de cacau no lar das famílias brasileiras.

Difícil é saber da variação dos preços que acometem os produtos de páscoa. Na média, os que devem aumentar em volume nos supermercados, tem por detalhe as maiores variações no seu valor: cerveja (2,8%), peixes em geral (2,7%) e refrigerantes (3,2%). Os ovos, tão marcados como presente de páscoa, tem uma variação menor: ovos de páscoa de 170g até 500g (1,0%), ovos de páscoa de 150g até 170g (1,2%), ovos de páscoa até 150g (1,7%), ovos de páscoa acima de 500g (1,9%)e ovos de páscoa em geral (1,9%).

Mas compreensível se faz o povo ao bem dizer: “comprar bombom é mais barato na mesma quantidade”, e de fato o é. O que conta no ovo – além dos brindes – é a intenção. Havemos de esperar que o chocolate em formato oval retome a tradição, enquanto se torce para um desempenho positivo num ano com estabilidade esperada. 

 

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