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Há confiança na atividade econômica do país

março 27, 2019

Mas taxa de juros e inflação preocupa

 

 

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 28 de fevereiro o Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao desempenho da economia do país em 2018. Que avançou 1,1%. Desempenho parecido com 2017 e que mostra a herança deixada para 2019 da crise que levou o Brasil a se reinventar. Ou ao menos tentando.

Em valores correntes, o PIB alcançou no período R$6,8 trilhões. Já a renda per capita avançou, 0,3% (já descontada a inflação), para R$32.747.

O ritmo de avanço é muito parecido com 2017, desapontando economistas que iniciaram 2018 com expectativa de crescimento perto de 3% para o ano.

Se por um lado o resultado não agradou, na análise por setor há alguns pontos relevantes. Na demanda interna, por exemplo, o consumo das famílias teve avanço de 1,9% e na formação bruta de capital fixo – indicador que calcula o investimento na economia – teve 4,1% de avanço. Resultado importante após uma sequência de 4 anos negativos.

Para 2019 os economistas não apostam num avanço de impacto maior, uma vez que pautas bombas devem ocupar muito tempo do congresso e do senado, além do fator de incerteza que o empresariado ainda tem, com relação ao governo de Jair Bolsonaro. Mas creem que não haverá um avanço de imediato, porém apostam na retomada da economia em médio prazo, com a reforma da previdência aprovada e com maior estímulo de investimento por parte do empresariado.

No setor supermercadista do estado de São Paulo, os empresários, maior parte (70%) se mostraram neutros com relação a confiança na evolução do PIB. Outros 30% estavam otimistas, segundo pesquisa da Apas. Mas a confiança no desempenho do setor em 2019, inverte o quadro e 70% dos empresários acreditam numa maior atividade econômica interna do que o apresentado nesta quinta-feira.

A importação que teve maior avanço que a exportação brasileira (8,5% e 4,1% respectivamente) pode dar indícios de melhores negociações de juros, com relação a produtos estrangeiros no setor supermercadista. A taxa de juros no Brasil, inclusive, é o que mais preocupa o empresariado do estado de São Paulo. 90% se diziam pessimistas. Mas tudo indica que esse quadro deva ser revertido no decorrer do ano, que deve fechar com 30% otimistas, 40% neutros e 30% pessimistas.

Outra questão que preocupa é a taxa de inflação. O setor sofreu muito em 2018 com a alta do dólar perante crises e incertezas políticas, além da greve dos caminhoneiros que culminou em prejuízos milionários. A constante sensação de que ainda há espinhos no braço da sociedade brasileira e que a qualquer momento pode surgir uma crise política, é o que segura a confiança em baixo nível, sobre a expectativa na inflação. 80% se responderam neutros na pesquisa e 10% otimistas seguido de outros 10% pessimistas. Com o decorrer do ano essa neutralidade deve diminuir e crescer uma onda otimista. Mas, retraído após um ano turbulento, o empresariado não deve passar de 20% dos que dizem otimistas quanto a inflação, seguido de 30% pessimistas e 50% devem permanecer neutros.    

 

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