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Supermercadistas relatam problemas na aprendizagem dos jovens

janeiro 09, 2019
Saiba os erros dos programas de ensino e o que diz a lei

 

Os programas de aprendizagem voltados para o mercado de trabalho, vem para fomentar a necessidade que as empresas possuem, por lei, em contratar jovens aprendizes. Todavia consta-se alguns problemas corriqueiros, citados por gerentes, que seria a falta de uma formação mais eficiente, dos programas aos jovens que buscam a primeira oportunidade de trabalho.

Por conta da maioria desses programas oferecerem apenas o conhecimento teórico, falta, a muitos jovens, o quesito prático na hora de prestar o serviço. No setor supermercadista, o conhecimento técnico é o principal pilar que difere os jovens dos funcionários mais antigos. Sendo assim a principal justificativa do supermercadista por optar em não substituir um funcionário efetivo por dois aprendizes pelo mesmo serviço prestado (e pagando mais barato).

Outros problemas que costumam ser mais mencionados, por ora fogem da atribuição dos programas, sendo suas causas advindas da Lei para menores de idade (ECA) (colocar link da lei), ou da própria educação básica que o jovem recebeu em sua condição social. Questões envolvendo escala de trabalho e funções que os jovens não podem exercer no supermercado, além da própria educação recebida em casa, como aqui mencionado.

Há uma condição que pode atrapalhar os programas – dos mais aos menos conhecidos. Segundo Cléia Elaine Soares, professora na Associação Comercial do Paraná: “O erro fatal, em geral, os programas são conduzidos por professores que não atuam no varejo (alguns não tem prática empresarial, somente docente)”. De acordo com Cléia, que inclusive atuou no programa oferecido pelo Senac por oito anos: “falta um certo preparo dos profissionais para mostrar a realidade e preparar o aprendiz com relação a sua conduta.”

Mesmo com o esforço dos programas, e a força de vontade dos jovens, ainda é preciso pensar no fator humano. Um adolescente que ingressa no mercado de trabalho pela primeira vez, tende a se pressionar pelo medo de errar – o que é passível pela falta de prática – e com isso se sente acuado, a depender do modo que é tratado pelas suas chefias. Contudo, é patologicamente mais conclusivo a abordagem a partir dos erros cometidos, pois é a correção que vem para limar as capacidades do jovem colaborador.

Por mais que sejam jovens, precisam dividir suas rotinas em três ou até quatro tarefas diárias, o que desgasta qualquer ser humano, sendo jovem ou não. Tanto o mais quando cai de produção ao prestar serviços além da função pela qual foi contratado. O jovem trabalha mais, porém devido ao desgaste da rotina, acaba por produzir menos.

O impacto negativo para o supermercadista em relação a funções que os jovens aprendizes não podem exercer, tem solução. Cléia Soares argumenta: “O empresário deve ir além do que a Lei ‘manda’ e ver a vantagem de ter Aprendiz. Ele não pode descarregar ou cortar carne, mas existem várias outras atividades que ele pode desenvolver – Administrativo, Marketing, RH. Existem inúmeras funções estratégicas que precisam de apoio. O Aprendiz pode contribuir com seus talentos. Pode haver parceria entre a empresa supermercadista e o ‘sangue novo’ do Aprendiz (que está com vontade de contribuir).”

Mas é preciso entender o que é o programa de aprendizagem. Os colaboradores que costumam ser mais elogiados, são os ditos “faz tudo” que empregam os seus serviços em qualquer função a qualquer hora. Mas o programa de aprendizagem não funciona dessa forma. É possível que haja rodízio de funções, afim de permitir que o jovem conheça as áreas e se adeque a aquela que o supermercado esteja precisando no momento. Mas deixá-lo sem uma função específica, pode desencadear uma série de erros sem acompanhamento de desempenho por função. Bem como o desgaste que leva ao desânimo e por fim o desligamento, seja por apelo pessoal ou por erros consecutivos em uma função, da qual o jovem não se adequa.

Já em questão de postura e comportamento, o adolescente reage pela educação que recebeu em sua vida. Em casos de faltas graves, é preciso um posicionamento firme do RH, afim de evitar o descontrole da situação. Para isso, também se faz necessário compreender a fase da adolescência, que situa num momento importante da vida, na formação de caráter de um indivíduo. Sendo essa margem além do profissional e envolvendo diretamente o lado pessoal, o RH precisa estar apto a entender as condições de vida dos colaboradores menores de idade. Tanto por essa regulamentação dos limites que não podem ser extrapolados, que veio à tona os projetos de lei que regem segurança aos jovens trabalhadores.

Sendo pautada a discussão direta com os jovens sobre as dificuldades e limites, bem como os direitos que os encobrem, o RH neste momento entra com uma postura mais firme, para salientar o novo colaborador sobre as cobranças da função, e como arcar com o exigido sem deixar se abater com tempo. Pois desse modo o aprendiz consegue se preparar, tanto física quanto psicologicamente, para fornecer o melhor de suas aptidões.

Mas para esse funcionamento, é preciso que toda a empresa entre em consonância e que cada funcionário tenha conhecimentos das demais funções, assim como saber do que se trata um programa de aprendizagem, levando funcionários a visitarem os endereços dos programas.

Afim de promover este acordo, Cléia Soares argumenta: “Uma ideia interessante: convidar os gerentes, RH, gestores e colaboradores de supermercado para ministrar palestras durante o programa de Aprendizagem. Não haverá modo mais eficiente para que um supermercadista consiga o que espera, a não ser levando esses profissionais até o local onde acontecem os cursos com os Aprendizes.”

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